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O BYOD não é mais uma tendência!
Hoje, utilizar aparelhos próprios no trabalho já é uma prática muito comum e chama bastante a atenção das empresas, principalmente, com a questão de segurança dos dados.

Autor: Ronnie Arata

O assunto "Bring Your Own Device" tem sido destaque em muitos eventos, fóruns, feiras e palestras que envolvem o mercado de tecnologia de informação.

E quanto mais se debate sobre ele, mais percebemos que o que era tido como apenas uma tendência, rapidamente, se tornou uma prática e está cada vez mais comum.

A pesquisa realizada pela ebusinesss Brasil (http://www.ebusinessbrasil.com.br/),feita com 200 profissionais, líderes da área de TI, confirma a adoção positiva de BYOD nas empresas, mas também mostra que ainda há muita preocupação quanto à segurança dos dados.

A pesquisa mostra que 39% dos entrevistados já permitem a utilização de equipamentos eletrônicos próprios, e 69% dos que não a adotaram é por questões de  segurança dos dados.

No gráfico da figura 1, quando a pergunta é sobre a permissão de uso do aparelho no ambiente de trabalho, vemos que além dos 36% que permitem, somados aos 3% que investem intensamente na tendência, mais 28% pensam na possibilidade, sendo os 33% restantes para os que, categoricamente, não permitem.

 

F1 - Mesmo baixa, a taxa de 3% de investimento intenso mostra a adoção positiva da tendência.

 

Apesar do interesse das empresas em permitir o uso dos aparelhos pessoais, 44% delas não se responsabiliza pelo mau funcionamento dos equipamentos.

Sendo apenas de 10% a taxa das empresas que assumem a responsabilidade pelo suporte técnico total e 46% parcialmente, ou seja, dependendo do defeito apresentado (figura 2).

 

F2 - O suporte técnico nas empresas também tenta acompanhar a adoção.

 

Para os que não permitem o uso de aparelhos próprios na empresa, a pergunta, com múltiplas escolhas, foi sobre o motivo de não adotar o BYOD. Como vemos na figura 3, a maior preocupação é com a segurança dos dados (69%).

 

F3 - Segurança dos dados é sempre um fator importante e não seria diferente em BYOD.

 

Ainda é importante notar dois outros motivos: o gerenciamento com licenças de software (39%), que é complicado e difícil no caso de ter vários aparelhos, sem controle, dos funcionários; e a não preparação dos profissionais de TI (47%).

O que significa que, se os profissionais estiverem mais preparados, mais empresas adotariam a prática.

No gráfico da figura 4, a quantidade de empresas que acreditam no aumento da produtividade (38%), apesar de ser a menor indicada, é  maior do que as que acreditam na perda de produtividade (16% visto na figura 3).

 

F4 - Mobilidade é a principal vantagem, segundo a pesquisa.

 

A "redução de custos" (representada por 42%) e a "liberdade de escolha do dispositivo" (46%) são outras vantagens, além da "mobilidade",  apontada pela grande maioria de 76% das empresas.

 

Conclusão

Na verdade, os funcionários sempre utilizaram seus próprios aparelhos na empresa onde trabalham. O que aconteceu é que, com os novos aparelhos que conseguem maior integração aos sistemas utilizados pelas empresas, os problemas começaram a exigir, dos responsáveis de TI, uma política para se aplicar e permitir o uso desses aparelhos sem o comprometimento dos negócios.

Baseado nisso, o que podemos concluir da pesquisa, é que a discussão já mudou de "devo ou não permitir" para "como permitir" o BYOD nas empresas, pois, não parece haver uma força que vá totalmente contra o uso de aparelhos próprios.

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